Poderes Ocultos – Capítulo 14: Alianças

junho 22, 2012 | 1 Comentário

by Joder Filho

– Não sei o que vocês aprontaram, mas parece coisa grande. – Camila disse para Ângela enquanto trancava a porta do quarto.

– Do que você esta falando? – Ângela tentou não tremer a voz. Aparentemente funcionou.

– Estou falando de dois caras armados se passando por policiais e procurando seu amigo e vocês duas. Onde sua amiga foi?

– Buscar os documentos – mentiu. Queria parecer calma, mas a noticia dos policiais vindo buscá-los estava corroendo-a por dentro. Queria despejar um monte de perguntas. Para a atendente do hospital, para Larissa, para si mesma e até para Deus. Não pedira nada daquilo, nem se lembrava de ter feito nada para merecer. Era injusto então que tivesse tantos problemas em tão pouco tempo. Ainda mais agora que as autoridades estavam procurando por eles. Leia Mais

As Crônicas do Fim – Episódio 12: “Morte”

abril 20, 2012 | 2 Comentários

by Gustavo Guilherme

Um tornado de memórias desencontradas me perturbava.

As informações que Madalo acabara de me apresentar eram assombrosas e estranhas demais para meu cérebro exausto. Segundo Mundo, Segas, Agentes, Engenheiros e Vírus. Eu só queria que tudo aquilo explodisse e que minha vida voltasse ao normal.

Mas, que vida? Afinal, qual era o limite entre os dois mundos? Em qual das duas realidades estava escrita a minha vida verdadeira? O grande e feroz lobo fenrir que me atacara nas ruínas de Minos, a sombra que me salvara de seu ataque voraz, os sonhos antes de acordar no quarto medonho, imagens estranhas do corpo dilacerado de um bebê e a marca queimada em meu pescoço… Recordações ou ilusão?

Em minha memória ainda persistia uma longa história de vida: a minha vida! Mas, eram tais lembranças verdadeiras? Eu realmente perambulara pelas ruínas da velha cidade? O lobo e a sombra do bom samaritano que me resgatara realmente existiram ou foram projeções daquele Segundo Mundo? O vulto que me perseguira em Minos realmente compartilhara comigo o ar cidade destruída? E o pobre defunto de bebê jogado à beira da estrada, teria sido real?

Talvez estas partes da história tivessem acontecido antes de eu ser capturado e submetido a tal experiência. Talvez o homem que atirara no lobo era na verdade um enviado dos Engenheiros para capturar mais uma cobaia para o Carpe Morti, ou talvez já estivesse imerso nos efeitos do parasita desde antes destes acontecimentos.

E as imagens pessoais que ainda perturbavam minhas recordações? A família que vi morrer diante de meus olhos, o irmão que deixei para trás em alguma tribo? E as pessoas que conheci no decorrer de minha peregrinação? Seria tudo isso irreal, projeção de um sistema de computador criado por homens comuns?

A única certeza que ainda tinha era a de querer sair dali.

Se ainda restasse algum Agente, Sega ou qualquer outra projeção ambulante deste mundo artificial, teria um imenso prazer em aniquilá-los com minhas próprias mãos. Afinal, não eram reais. Não passavam de um pesadelo programado. Leia Mais

Poderes Ocultos – Capítulo 13: Cães e Raposas

abril 19, 2012 | 1 Comentário

by Joder Filho

No hospital, Camila voltava para seu posto na recepção, um pouco mais calma e concentrada. O choro havia parado e, pouco a pouco a jovem se recompunha. Trabalharia para se distrair. Concentrar-se no trabalho sempre a ajudara a esquecer os problemas por algumas horas. E isso, muitas vezes era essencial. Dessa vez seria diferente. Não sabia bem como, mas tinha certeza que não importava quantas horas ela trabalhasse Diogo não estaria a esperando no fim do dia. Não veria por um bom tempo o sorriso reconfortante e os olhos gentis do namorado, nem sentiria o cheiro dos cabelos castanhos dele. Camila amava e confiava em Deus, mas, aparentemente, uma coisa é dizer que confia enquanto tudo está bem, outra é agir assim quando o mesmo Deus leva alguém que se ama.

Chegando a recepção, percebeu dois homens parados à espera de atendimento no balcão onde ficava. A chegada dos dois espantara por hora os pensamentos que a jovem tinha. Eram tipos estranhos. Ambos eram grandes, com o corpo visivelmente malhado e trabalhado. Como os que passavam o dia todo numa academia puxando ferro e levantando pesos. Ambos estavam de camisa social clara e calças sociais pretas, combinando com os sapatos. Camila passou por eles dizendo um “bom dia” o mais animado que pôde e tomou seu posto no balcão. Nenhum dos dois respondeu ao cumprimento. Ao invés disso, o mais alto já foi perguntando:

– Jairo Abrantes. Em que quarto está? – disse num tom grave e firme. Camila não se importou com a falta de educação. Estava acostumada a isso. em vez de ser rude, aprendera a provar seu profissionalismo estampando o mesmo sorriso de sempre e respondendo sem se abalar.

– O senhor é parente?

– Não. Sou policial federal – disse mostrando o distintivo preso ao cinto. O parceiro mudo imitou o gesto e só agora Camila percebia que ambos tinham, além dos distintivos, um coldre preso ao cinto, portando pistolas automáticas. O pai de Camila fora policial por mais de vinte e cinco anos, logo, ela tinha certo conhecimento em armas e até em legislações criminais. Talvez por isso ou por puro instinto a jovem notou que algo estava fora do lugar em relação aqueles dois, só não sabia bem o quê.

Baixou os olhos e começou a digitar o nome no cadastro. O computador levou dez segundos procurando e voltou com um apito de alerta. Nenhum resultado encontrado.

– Não temos nenhum paciente com esse nome. Tem certeza que está no hospital certo, senhor? – ele ficou visivelmente irritado. O outro, que até agora não se pronunciara tomou a dianteira.

– Talvez esteja como Jairo, simplesmente. Deve ter chegado recentemente. Leia Mais

#Resenhando 004: “As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago‏”

março 23, 2012 | 3 Comentários

Conheci “As Crônicas de Nárnia” em 2008, quando assisti pela 1ª vez o filme “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”.  E pelo que me lembro, não me despertou tanto interesse na época. Assisti o filme como quem assiste a outro qualquer.

Daí, descobri que o filme era baseado no segundo livro (por sequência) de uma série de livros de C.S. Lewis. E como os filmes quase sempre ferem os livros, eu resolvi ler todos os volumes literários. Começando pelo primeiro, claro.

Quando soube que os livros da série foram publicados apenas 50 anos depois de terem sido escritos, eu realmente me interessei em saber o que havia por trás de tanto atraso. Foi nessa época que “O sobrinho do mago” caiu em minhas mãos.

Até hoje, não consegui descrever em palavras a emoção que sinto ao ler este livro. Principalmente o capítulo nove. Já li e reli o livro várias vezes. Mas este capítulo, foram mais de dez vezes. Leia Mais

As Crônicas do Fim – Episódio 11: “Segundo Mundo”

março 15, 2012 | 3 Comentários

by Gustavo Guilherme

Ao meu redor só havia morte.

Os corpos humanos outrora pendurados em correntes agora jaziam espatifados ao chão, dilacerados, irreconhecíveis e sem sinal de vida. As carcaças dos Agentes que há pouco nos atacavam com ferocidade agora se mantinham inertes, exânimes sob o teto da grande sala tenebrosa.

O pandemônio que se formara me causava náuseas e desconforto. Me sentia terrivelmente perturbado e meu estômago grunhia em dores agudas e constantes.

Madalo se aproximou do homem com a Winshester. Ele ainda respirava desacordado ao pé do umbral de entrada do saguão. Minhas mãos tremiam. Apesar das inúmeras dúvidas em minha mente, não conseguia formular uma pergunta sequer. Tudo estava confuso, as idéias se misturavam em minha cabeça e nada fazia sentido.

O clarão azulado, a aparente paranormalidade de Madalo e toda aquela força, aquele poder. Tudo era assustador.

– Lazarus, preciso da sua ajuda aqui. – disse Madalo, agachando próximo ao corpo imóvel do homem e agindo como se nada de anormal houvesse acontecido.

Meu parceiro, o mesmo que acabara de irradiar uma imensa bola de energia azul de suas mãos e que havia, assim, derrotado nossos inimigos com um único e estranho golpe, agora pedia minha ajuda? Eu não poderia estar mais confuso. A única indagação que ainda ecoava inquieta em minha memória esvaiu, meio sem jeito, de minha boca fria:

– Que merda foi essa, Madalo?

Ele me encarou, sério e concentrado.

– Eu vou explicar. Mas antes, precisamos dar um jeito neste Sega. – ele disse a última palavra olhando de volta para o homem da arma. Em sua voz havia um leve tom de urgência.

“Sega”. Em toda minha existência, jamais havia escutado aquela palavra. Não tinha a menor idéia do que ela significava. E, na verdade, não tinha noção alguma sobre do que se tratava todo aquele caos. Por um instante, tive a sensação de estar sonhando, perdido em alguma dimensão irreal ou preso em uma realidade alternativa. Me senti totalmente deslocado, longe de onde deveria estar.

– Sega? – indaguei.

Madalo se virou novamente. Sua feição outrora centrada tornara-se zombeteira de repente. Um meio sorriso marcava um dos cantos de sua boca e um estranho brilho surgira em seu olhar. O timbre de sua voz retomou o tom costumeiramente divertido:

– Você é realmente um asno. Não faz a menor idéia do que é tudo isso não é?

Meio sem jeito, balancei a cabeça negativamente. Era como se Madalo lesse as inquietações e dúvidas que se agitavam em minha cabeça cansada.

A mesma pergunta imbecil de antes evaporou de meus lábios…

– Que merda toda é essa, Madalo? – senti minhas mãos úmidas e frias – Que história é essa de Grande Senhorio, Agentes, o Brilho Azul e esse tal de Sega?

Ele sorriu e caminhou alguns passos em minha direção, deixando o homem da Winshester fora de prioridade por alguns instantes.

– Lazarus, se tivesse alguma cadeira neste recinto, eu lhe aconselharia que se sentasse… É uma longa história. Leia Mais

Poderes Ocultos – Capítulo 12: Visitante

março 12, 2012 | 2 Comentários

by Joder Filho

– Tá tudo bem, pai? – a voz de Susana acordou Augusto dos devaneios em que se encontrava – O senhor está estranho.

– Não, querida. Deve ser impressão sua – disse exibindo aquele sorriso paternal que tanto agradava a jovem. Estendeu o braço e ela sentou-se ao seu lado, envolvida no abraço dele. – Só estou preocupado com algumas coisas, nada demais.

– “Preocupado” é a melhor palavra que encontrou pra tudo isso? – disse ela se divertindo – Eu, no seu lugar, já teria fritado todos os miolos.

– Pra sorte de vocês, eu ainda tenho o controle disso – ele disse numa risada leve. – Como se sente, meu amor?

– Nem sei dizer – disse levantando as mãos – Acho que a melhor palavra pra definir é “feliz”. Simplesmente feliz. Depois de tanto tempo lutando e orando, finalmente Deus me cura do câncer num milagre, e ainda me recupera tudo em menos de dois dias.

– E te deu um dom. – Augusto completou. Leia Mais

Bom garoto…

março 6, 2012 | Sem comentários

Fonte: Vida Besta

Fantástico!

fevereiro 28, 2012 | Sem comentários

Crônica Encomendada: “Está Lá”

fevereiro 28, 2012 | 2 Comentários

por Gustavo Guilherme

Casar é abandonar uma rotina e abraçar outra. É tirar o trem dos trilhos confortáveis da família e se aventurar na ferrovia dos braços de um homem que não é seu pai. É observar-se partindo… partindo de casa e partindo o coração de sua mãe que chorará escondida pelos cantos, ocultando de outros olhos a saudade que fica.

Casar é amar um desconhecido e, ao mesmo tempo, conhecer aos poucos quem se ama. E não se engane, essa tarefa é complicada. Conhecer alguém a cada dia só para, depois de décadas, descobrir que ainda não o conhece tão bem assim. É missão ingrata! É de roer as unhas do pé! É de colher cabelos antes da ceifa! Leia Mais

Curta-metragem: Archetype

fevereiro 25, 2012 | Sem comentários