Eleições Yin Yang

por Carlos Amorim
Poucas coisas costumam mexer tanto com os ânimos e paixões dos brasileiros quanto futebol e eleições. A diferença é que a dor de cotovelo causada pelo fracasso de um time é muito branda frente aos males que o voto equivocado pode provocar.
Em meio a defesas inflamadas e ataques aguerridos, os excessos costumam ocorrer. E um deles é o de enxergar o pleito como uma batalha polarizada entre o Bem e o Mal, onde cada candidato representa uma destas “forças”. Por curiosidade, eu perguntaria aos que cultivam esta visão: Quem é o Bem? Quem é o Mal? O candidato X é um representante do Bem? O candidato Y é um defensor do Mal?
Esta idéia é muito perigosa, porque ao passo que demonizamos um dos candidatos, messianizamos o seu oponente direto! Da mesma forma que um dos candidatos não é um novo messias enviado por Deus, o outro não é o anti-Cristo enviado por Satanás para destruir a humanidade. São dois políticos que defendem visões e propostas distintas. Agora, é bem certo que algumas destas propostas são de fato daninhas e contrárias aos valores defendidos pela fé cristã.
Precisamos ter serenidade e inteligência, pois corremos o risco de incorrer nos erros da visão maniqueísta, onde o Bem e o Mal são vistos como forças antagônicas, igualmente poderosas, que devem se manter em perfeito equilíbrio. Eu diria a estes que não existe batalha, muito menos equilíbrio entre o Bem absoluto (Deus) e o Mal absoluto (Diabo), pelo simples fato de Deus ser soberano! Ele dá as ordens, e ponto final! Nem mesmo os demônios podem ir contra a vontade do Todo Poderoso!
Eu, pessoalmente, prossigo desconfiando de ambos os lados (Jeremias 17:5). Não obstante, peço a Deus que nos ilumine, que o próximo governante seja sábio e que comande esta grande nação com retidão e justiça.
@AmorimCoelho não milita por nenhum dos dois candidatos deste segundo turno.
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1 Comentário em: “Eleições Yin Yang”

























Paula Francis
É muito importante que as pessoas leiam esse tipo de texto, porque realmente tem muita gente demonizando/messianizando os candidatos…E aí o Brasil vira um lugar de maniqueísmo, como você mesmo disse, e aí, por diferenças de posição política, o Brasil não precisará mais ter argentinos como “inimigos”, já que seremos nossos próprios rivais.
É triste ver que nós tomamos esse rumo.
Eu realmente acredito que os próximos quatro anos serão anos de mudanças no nosso país, mas não por causa do candidato X e Y, mas porque creio que Deus avivará nossa Nação!
Abraços, e Paz!
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