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		<title>As Crônicas do Fim – Episódio 12: “Morte”</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 12:10:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[by Gustavo Guilherme Um tornado de memórias desencontradas me perturbava. As informações que Madalo acabara de me apresentar eram assombrosas e estranhas demais para meu cérebro exausto. Segundo Mundo, Segas, Agentes, Engenheiros e Vírus. Eu só queria que tudo aquilo explodisse e que minha vida voltasse ao normal. Mas, que vida? Afinal, qual era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://territorio7.com.br/blog/category/as-cronicas-do-fim/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3969" title="ACDF_012" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/ACDF_012.jpg" alt="" width="560" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">by <strong>Gustavo Guilherme</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um tornado de memórias desencontradas me perturbava.</p>
<p style="text-align: justify;">As informações que Madalo acabara de me apresentar eram assombrosas e estranhas demais para meu cérebro exausto. Segundo Mundo, Segas, Agentes, Engenheiros e Vírus. Eu só queria que tudo aquilo explodisse e que minha vida voltasse ao normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, que vida? Afinal, qual era o limite entre os dois mundos? Em qual das duas realidades estava escrita a minha vida verdadeira? O grande e feroz lobo fenrir que me atacara nas ruínas de Minos, a sombra que me salvara de seu ataque voraz, os sonhos antes de acordar no quarto medonho, imagens estranhas do corpo dilacerado de um bebê e a marca queimada em meu pescoço&#8230; Recordações ou ilusão?</p>
<p style="text-align: justify;">Em minha memória ainda persistia uma longa história de vida: a minha vida! Mas, eram tais lembranças verdadeiras? Eu realmente perambulara pelas ruínas da velha cidade? O lobo e a sombra do bom samaritano que me resgatara realmente existiram ou foram projeções daquele Segundo Mundo? O vulto que me perseguira em Minos realmente compartilhara comigo o ar cidade destruída? E o pobre defunto de bebê jogado à beira da estrada, teria sido real?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez estas partes da história tivessem acontecido antes de eu ser capturado e submetido a tal experiência. Talvez o homem que atirara no lobo era na verdade um enviado dos Engenheiros para capturar mais uma cobaia para o Carpe Morti, ou talvez já estivesse imerso nos efeitos do parasita desde antes destes acontecimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">E as imagens pessoais que ainda perturbavam minhas recordações? A família que vi morrer diante de meus olhos, o irmão que deixei para trás em alguma tribo? E as pessoas que conheci no decorrer de minha peregrinação? Seria tudo isso irreal, projeção de um sistema de computador criado por homens comuns?</p>
<p style="text-align: justify;">A única certeza que ainda tinha era a de querer sair dali.</p>
<p style="text-align: justify;">Se ainda restasse algum Agente, Sega ou qualquer outra projeção ambulante deste mundo artificial, teria um imenso prazer em aniquilá-los com minhas próprias mãos. Afinal, não eram reais. Não passavam de um pesadelo programado.<span id="more-3968"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não compreendi o motivo da recordação, mas a lembrança embaçada de um sonho me sobreveio de repente. Nele, eu estivera toda uma noite à procura de algo para me alimentar, frutas ou alguma caça. O sol começava a nascer atrás das árvores da densa floresta onde estava quando um filhote de lobo surgiu entre os troncos. Ele parou, fitando meus olhos e notei que eu não conseguia mais me mover, estava encantado com a cor púrpura dos olhos do animal e com a beleza de seu pelo prateado. Um feixe de luz que fugia por entre as brechas das folhas balouçantes do arvoredo refletiu na pelugem reluzente do animal. No sonho, havia silêncio e admiração. Mas, mesmo quieto e imóvel, o pequeno lobo parecia perturbado. Erguia as orelhas atentamente e movia uma das patas com graciosa lentidão, como que acariciando o solo verde. Parecia um convite. Arrisquei um primeiro passo, lento e silencioso, mas foi como se dançássemos ao uivo dos ventos, sob o aplauso das copas, pois o animal recuou naquele exato instante. No sonho, sorri. Experimentei um segundo passo e a dança prosseguiu, a cada passo meu, as patas no lobo recuavam um passo. “E se eu recuar?”, falou uma voz que saía de meus lábios no sonho. Minhas pernas moveram-se para trás e meus olhos viram o filhote avançar lentamente. Novamente, um sorriso brotou do sonho, mas desta vez não durou muito tempo. Entre as sombras das árvores, atrás do filhote lobo, surgiu um imenso tigre branco, com patas maiores que a cabeça de sua caça, dentes enormes dentro da bocarra arreganhada e olhos tão vermelhos quanto o sangue inocente que haveria de derramar. Lembrei-me de sentir terror e de tentar fugir do sono, mas sem êxito. Lembrei também do instante em que tombei no chão daquele sonho tenebroso e vi o medo absoluto nascer nos olhos da pequena presa indefesa quando o monstruoso tigre se aproximou depressa e lhe atacou, destroçando sua pele com rapidez e fúria, abrindo-lhe o pequeno corpo à dentadas e arrancando-lhe as tripas imaturas.</p>
<p style="text-align: justify;">De repente, Madalo pôs a mão em meu ombro e o nevoeiro de reminiscências se escondeu em algum canto de minha mente cansada.</p>
<p style="text-align: justify;">– Você está bem, Lazarus?</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo tinha o olhar diferente. A feição divertida de outrora dera lugar a um tipo sisudo; tinha agora os olhos de um líder, certeza e convicção emanavam deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Sussurrei:</p>
<p style="text-align: justify;">– Precisamos sair daqui! – me ergui depressa, girando com estúpida agilidade – Antes que percebam nossa intenção de fuga, temos que pular fora deste inferno, Madalo.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eles já perceberam. – revelou, com uma voz que era somente uma rouquidão assustadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele suspirou e virou as costas, caminhando lentamente em direção ao Sega. Parou, me observou por alguns segundo e concluiu:</p>
<p style="text-align: justify;">– E eu não tenho como sair, Lazarus&#8230; eu sou um vírus.</p>
<p style="text-align: justify;">– Do que você está falando? – falei mais alto que pretendia – A ideia de sair sempre foi sua, foi você que me tirou daquele quarto e me trouxe até aqui e agora me vem com essa de que não pode sair? Que porra é essa?</p>
<p style="text-align: justify;">Voltei meus olhos e, por um instante, pensei ter visto um sorriso nos lábios de Madalo, mas era apenas um espasmo nervoso, uma reação à estupidez de meus argumentos tolos.</p>
<p style="text-align: justify;">– Você ainda não entendeu, Lazarus? – colocou as mãos lentamente em seu peito antes de prosseguir – Eu não sou real. Ao menos este eu. Este Madalo é só mais uma projeção do Segundo Mundo, um ser cibernético criado por alguém lá fora, um vírus com um único objetivo: tirar o máximo de almas possíveis deste inferno!</p>
<p style="text-align: justify;">Houve silêncio. Senti um pequeno tremor nas pernas.</p>
<p style="text-align: justify;">– Madalo, eu preciso de você para sair daqui, cara. – falei sem perceber que o tom de minha voz aumentara ainda mais, estava quase aos berros – Sem a sua ajuda, meu destino é a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">– Você já está morto, seu imbecil! – agora, Madalo sorria – E continuará morto enquanto não sair do Segundo Mundo. Lá fora chamam toda essa apalhaçada de transe, coma, imersão e qualquer outra merda dessas, mas a verdade é que isso é a morte! Sua mente foi forçada a trilhar um caminho escuro cujo destino é o inferno. – estas últimas palavras foram ditas enquanto ele apontava veementemente para uma das correntes torturantes que pendiam do teto – Minha única diretriz é abrir uma porta de saída para que você saia, minha missão é te guiar para fora, te tirar daqui e te fazer livre, mas para isso eu tenho que ficar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não tinha argumentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele suspirou e, quando voltou a falar, tinha novamente a feição rígida e séria impressa na face pálida</p>
<p style="text-align: justify;">– Você só poderá deixar o Segundo Mundo se for alguém que não pertence a ele. O que não é o meu caso, Lazarus.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti o suor gélido se acumulando sobre minhas sobrancelhas. Uma de minhas mãos tremia regularmente em um tique nervoso estúpido e, a cada pensamento conturbado que me assolava, mordia os lábios com força. Respirei fundo, apertei os olhos e murmurei.</p>
<p style="text-align: justify;">– Madalo, você me disse que um dia foi uma cobaia que resistiu ao Carpe Morti e que agora luta a favor dos infectados&#8230; – eu estava terrivelmente confuso.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não, não foi isso que eu disse. – estava começando a se irritar – O que eu disse foi que batizaram o vírus com o mesmo nome de uma cobaia que eles achavam ter morrido.</p>
<p style="text-align: justify;">– E agora você vai me dizer que esta cobaia não era você?</p>
<p style="text-align: justify;">– Deixe de ser burro, porra! – a voz de Madalo tornara-se assustadoramente grave e intensa – A cobaia que sobreviveu está lá fora, sentado em algum ponto de controle, talvez liderando um grupo de resistência ou talvez solitário entre as ruínas deste mundo apodrecido pela guerra. Talvez seja um guerreiro que peleja por justiça neste planeta envolto em solidão, ou talvez seja apenas um nerd punheteiro que adora códigos de programação e pornografia barata da internet. A única coisa que sei é que ele conseguiu fugir desta merda de Carpe Morti e criou uma forma de se comunicar com o Segundo Mundo. Ele me criou com o único objetivo de salvar outros infectados, inclusive você, sua besta! E é isso que eu vou fazer&#8230; – disse as últimas palavras enquanto se agachava ao lado do corpo inerte do Sega para pegar a Winchester 44 – Da outra vez o resultado não foi o que eu queria, mas desta vez não haverá erro algum.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se ergueu enquanto destravava a arma. Uma bala voou da lateral da velha Winchester.</p>
<p style="text-align: justify;">– Outra vez? – indaguei curioso. – O que você quer dizer com “outra vez”?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele apenas me encarou, silencioso e mudo. Então, gritei:</p>
<p style="text-align: justify;">– O que quer dizer com “da outra vez”, Madalo?</p>
<p style="text-align: justify;">Seu olhar se voltou parar mim. Neles, um pouco de fúria. Ou talvez orgulho.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sei que provavelmente não se lembra, ou ao menos não conhece a verdade, mas eu já te salvei uma vez, Lazarus.</p>
<p style="text-align: justify;">As palavras iluminaram alguma escuridão em minha mente. Ele segurava a Winchester 44 apontando-a em minha direção e aquela visão me pareceu familiar. Talvez fosse o modo como segurava a arma ou a postura ameaçadora.</p>
<p style="text-align: justify;">E então, como uma a luz que brilha em um poço de sombras, tudo fez sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">– Era você nas ruínas de Minos? – indaguei surpreso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Madalo respondeu, sua voz era tão baixa que precisei dar alguns passos à frente para compreendê-las.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim. – ele ainda mirava a arma em mim – Eu era o lobo e também a sombra. A ferida e a cura, Lazarus. Eu era o caos e a reconstrução, o medo e a fuga. Primeiro, eu te destruo; depois, te ergo das cinzas. O método perfeito para confundir o sistema e abrir uma porta de escape em seu cérebro dominado pela bactéria. Esta é a única forma de despertar da ilusão deste mundo projetado, Lazarus.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti o calor de minha face enrugando-se em dúvidas. Pensei em elaborar algumas perguntas, mas não foi necessário. Madalo agarrou a arma do Sega com força e começou a falar:</p>
<p style="text-align: justify;">– A Resistência, se é que ela realmente existe, nunca chegou tão perto de salvar alguém do Segundo Mundo, cara. Você é nosso trunfo, a certeza de que é possível resgatar outras cobaias. – ele fez uma pausa, olhou para a arma e a acariciou – Não é a primeira nem a segunda vez que te tiramos daqui, Lazarus. Você já entrou e saiu do Segundo Mundo pelo menos cinco vezes. Você é a frustração dos Engenheiros. – disse estas últimas palavras com pequenos soluços que ocultavam uma gargalhada escondida na garganta. – O problema é que eles sempre te traziam de volta, pois você demorava semanas para abrir os olhos, o que dava tempo para que eles lhe aplicassem uma nova dose de Carpe Morti.</p>
<p style="text-align: justify;">As palavras me fizeram lembrar os homens misteriosos que me drogaram, mas a recordação não era completa. Faltavam informações em minha memória, como se o ocorrido não passasse de imaginação.</p>
<p style="text-align: justify;">– Desde a última vez nas falsas ruínas de Minos, nada mudou. – continuou Madalo – A não ser um pequeno detalhe.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha cara de pateta fez com que Madalo compreendesse minha pergunta curiosa sem que eu dissesse uma palavra sequer. <em>“Que detalhe?”</em></p>
<p style="text-align: justify;">– Uma pequena mudança nos padrões&#8230; Os seus padrões, Lazarus. – ele voltara a sorrir, e seus dentes denunciavam certo orgulho – Toda vez que você voltava ao Segundo Mundo, parte de suas memórias do mundo real voltavam contigo. Assim, toda nova ingressão causava um impacto na estrutura codificada desta realidade, transformando-a aos poucos. A cada nova dose da droga, sua mente se tornava mais resistente ao vírus e o Segundo Mundo tornava-se mais maleável, mais vulnerável. E essas brechas abertas no sistema nos fizeram enxergar uma nova possibilidade de fuga, um novo caminho, mais ousado e, é claro, mais perigoso que aquele que trilhávamos no passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo examinou a arma. Balançou discretamente a cabeça, positivamente. Depois, continuou.</p>
<p style="text-align: justify;">– Assustá-lo com o falso ataque de um Lobo Fenrir e salvá-lo com a sombra de um atirador não seria mais um método tão eficaz quanto a nova opção que surgiu. Os seus padrões mudaram e, com isso, os padrões do sistema também foram alterados. É óbvio que nosso padrão de fuga também precisaria mudar. Chega de caos e redenção, isso não serve mais. Algo mais direto se faz necessário&#8230; – a arma olhava para mim, mirando minha testa com precisão.</p>
<p style="text-align: justify;">As últimas palavras de Madalo começaram a fazer algum sentido quando vi que suas mãos estavam firmes, apontando a arma para minha cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">– Você vai me matar, não vai? – minha voz um sussurro na escuridão.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo endireitou o corpo e posicionou a mão direita no gatilho.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não, Lazarus. Eu vou te ressuscitar. – meus olhos encontraram a arma.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu quase sorri ao perguntar:</p>
<p style="text-align: justify;">– Por que uma Winchester? Foi escolha sua?</p>
<p style="text-align: justify;">– Não. Mas por algum motivo, acho que algum Engenheiro fez a escolha perfeita. Com certeza deve ter uma foto pendurada em algum cartaz idiota de funcionário do mês. Bela arma.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhei novamente para os olhos de Madalo.</p>
<p style="text-align: justify;">– É realmente necessário?</p>
<p style="text-align: justify;">Não houve resposta. Apenas silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, compreendi o sacrifício. Se outrora um susto era capaz de me despertar do sono, agora isso não adiantaria mais. Algo mais profundo e definitivo seria necessário. Afinal, os padrões estavam mudados, minha mente estava mais resistente aos ataques do Segundo Mundo e isso incluía (claro) as providências de fuga criadas por Madalo. O mundo artificial no qual meu cérebro fora submergido tornara-se fraco diante de minha resistência. Portanto, nenhum espanto repentino seria capaz de me despertar. Seria preciso uma força maior&#8230; uma força brutal e decisiva&#8230; uma força fatal.</p>
<p style="text-align: justify;">– O que eu faço quando acordar, Madalo? – perguntei, temendo por minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele sorriu e, pela última vez, vi seu rosto branco e estranho resplandecer. Uma fagulha de esperança iluminou seus olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">– Lazarus, seu grandiosíssimo imbecil&#8230; – em sua voz havia prazer e júbilo, como na voz de uma criança antes da brincadeira – Assim que acordar deste pesadelo, só existirão três palavras em sua mente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">– Se o pedágio da fuga é a morte, que tal sacrifício seja executado pelas suas mãos, meu amigo. – interrompi, com uma lágrima dançando no rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti minha respiração ofegar. Um desespero assolou-me as pernas, que começaram a tremer frenéticas e incontroláveis. A morte estava próxima e eu podia sentir seu hálito frio, doce e convidativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo terminou sua frase com o típico sorriso estampado na cara:</p>
<p style="text-align: justify;">– Apenas três palavras, Lazarus. Não se esqueça delas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo dito isto, disparou.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma tríade de estrondos secos cantou sua melodia assustadora na sala tenebrosa. Para cada palavra dita, um tiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Lute. <em>BAM!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Corra. <em>BAM!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Sobreviva. <em>BAM!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os tiros acertaram o alvo, mas tudo o que vi foi escuridão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>………………..</p>
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<p style="text-align: justify;">
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		<title>Poderes Ocultos &#8211; Capítulo 13: Cães e Raposas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joder</dc:creator>
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		<description><![CDATA[by Joder Filho No hospital, Camila voltava para seu posto na recepção, um pouco mais calma e concentrada. O choro havia parado e, pouco a pouco a jovem se recompunha. Trabalharia para se distrair. Concentrar-se no trabalho sempre a ajudara a esquecer os problemas por algumas horas. E isso, muitas vezes era essencial. Dessa vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.territorio7.com.br/blog/category/poderes-ocultos/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3964" title="PO_13" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/PO_13.jpg" alt="" width="560" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">by <strong>Joder Filho</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No hospital, Camila voltava para seu posto na recepção, um pouco mais calma e concentrada. O choro havia parado e, pouco a pouco a jovem se recompunha. Trabalharia para se distrair. Concentrar-se no trabalho sempre a ajudara a esquecer os problemas por algumas horas. E isso, muitas vezes era essencial. Dessa vez seria diferente. Não sabia bem como, mas tinha certeza que não importava quantas horas ela trabalhasse Diogo não estaria a esperando no fim do dia. Não veria por um bom tempo o sorriso reconfortante e os olhos gentis do namorado, nem sentiria o cheiro dos cabelos castanhos dele. Camila amava e confiava em Deus, mas, aparentemente, uma coisa é dizer que confia enquanto tudo está bem, outra é agir assim quando o mesmo Deus leva alguém que se ama.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando a recepção, percebeu dois homens parados à espera de atendimento no balcão onde ficava. A chegada dos dois espantara por hora os pensamentos que a jovem tinha. Eram tipos estranhos. Ambos eram grandes, com o corpo visivelmente malhado e trabalhado. Como os que passavam o dia todo numa academia puxando ferro e levantando pesos. Ambos estavam de camisa social clara e calças sociais pretas, combinando com os sapatos. Camila passou por eles dizendo um “bom dia” o mais animado que pôde e tomou seu posto no balcão. Nenhum dos dois respondeu ao cumprimento. Ao invés disso, o mais alto já foi perguntando:</p>
<p style="text-align: justify;">– Jairo Abrantes. Em que quarto está? – disse num tom grave e firme. Camila não se importou com a falta de educação. Estava acostumada a isso. em vez de ser rude, aprendera a provar seu profissionalismo estampando o mesmo sorriso de sempre e respondendo sem se abalar.</p>
<p style="text-align: justify;">– O senhor é parente?</p>
<p style="text-align: justify;">– Não. Sou policial federal – disse mostrando o distintivo preso ao cinto. O parceiro mudo imitou o gesto e só agora Camila percebia que ambos tinham, além dos distintivos, um coldre preso ao cinto, portando pistolas automáticas. O pai de Camila fora policial por mais de vinte e cinco anos, logo, ela tinha certo conhecimento em armas e até em legislações criminais. Talvez por isso ou por puro instinto a jovem notou que algo estava fora do lugar em relação aqueles dois, só não sabia bem o quê.</p>
<p style="text-align: justify;">Baixou os olhos e começou a digitar o nome no cadastro. O computador levou dez segundos procurando e voltou com um apito de alerta. Nenhum resultado encontrado.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não temos nenhum paciente com esse nome. Tem certeza que está no hospital certo, senhor? – ele ficou visivelmente irritado. O outro, que até agora não se pronunciara tomou a dianteira.</p>
<p style="text-align: justify;">– Talvez esteja como Jairo, simplesmente. Deve ter chegado recentemente.<span id="more-3959"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Camila estava confusa. Não sabia se não podia ou se não queria ajudar os dois estranhos. Baixou os olhos para o teclado e viu um pequeno pedaço de papel onde anotara o nome do rapaz que dera entrada havia poucos minutos. O que estava desmaiado e sem qualquer documentação. Assustada, notou que o nome era Jairo. O sobrenome era diferente, mas não custava tentar.</p>
<p style="text-align: justify;">– Os senhores têm alguma descrição dele? – tentou incerta.</p>
<p style="text-align: justify;">– Por volta de 1,70, na casa dos vinte anos com um quê de “roqueirinho” – não poupou desprezo na descrição.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, Camila conteve o espanto. Era mesmo ele. Surpreendeu-se em imaginar que o jovem estivesse encrencado, embora fosse bem provável. Aparecera ali com duas garotas que nem de longe eram suas irmãs. Camila não sabia bem como, mas tinha certeza que eles não eram irmãos. Agora outra suspeita se completava: a de que estavam em maus lençóis. Infelizmente, algo ainda a incomodava em relação aos dois policiais, se é que era mesmo o que diziam. Ela baixou os olhos pro computador e digitou a descrição que eles lhe deram. Repetiu cada pausa do que ele disse, mais para fazê-los acreditar que ela procurava. Precisava ganhar tempo até entender porque não conseguia confiar naqueles dois. Nem mesmo podia acreditar no que estava fazendo. Se fossem mesmo da policia, ela estava arriscando seu emprego para ajudar um completo desconhecido.</p>
<p style="text-align: justify;">– Encontrou algo? – a voz do mais baixo a trouxe de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não exatamente – mentiu – No computador não aponta nada, mas vou ver com o médico de plantão. Se alguém deu entrada, mesmo sem ter passado pelo cadastro, ele deve saber dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Camila se levantou, saiu pela portinhola que ficava atrás de seu posto escorou-se à parede logo ao lado. Precisava respirar e por as coisas no lugar. Se estava mesmo disposta a fazer isso, teria que ser perfeita. Sabia que não tinha muito tempo, mas precisava entender qual era o problema do garoto. Algo nos dois não inspirava confiança na jovem, e isso em geral já era um mau sinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela respirou fundo, repassou mentalmente a mentira que contaria aos dois, e se preparou para voltar ao posto. Antes de dar o primeiro passo, porém, se deteve com a mão na porta. Ouviu um burburinho de conversa entre os dois.</p>
<p style="text-align: justify;">– Ele garantiu que estavam aqui. Pediu pra dar cabo dele e das duas, mas e se ele se enganou? – dizia o mais alto. Eles tentavam falar baixo, mas não era baixou o suficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">– Nem brinca, cara – emendou o parceiro – Sabe como ele fica quando erra, né?</p>
<p style="text-align: justify;">– Sei não – ironizou – ele nunca erra.</p>
<p style="text-align: justify;">– E agora? – o baixinho perguntou.</p>
<p style="text-align: justify;">– Agora é achá-los e terminar. Simples.</p>
<p style="text-align: justify;">– Mas são quase nove da manhã. Onde vamos fazer isso? Já foi um custo voltarmos pra policia depois de tudo, agora ainda temos que carregar três moleques por aí num carro qualquer pra sabe-se-lá-onde?</p>
<p style="text-align: justify;">– A gente leva eles pra um beco qualquer e dá um pipoco em cada um. Depois arruma um drogado pouca bosta e bota a culpa nele. Ele tentou assaltar os moleques, o rapaz reagiu e todos morreram. A gente chegou, trocou tiro com ele e o cara morre como um ladrãozinho qualquer. Fim do filme sobe as letrinhas e toca a música.</p>
<p style="text-align: justify;">– É, botando desse jeito, não tem erro. – concordou</p>
<p style="text-align: justify;">– Te disse – continuou – É simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Camila não podia acreditar no que ouvia. Eles de fato iam matar os três. Algo estava muito errado, mas não teve muito tempo pra pensar. Na saleta onde se encontrava, uma janela de serviço dava de frente pra área psiquiátrica da clínica. Uma grande porta de vidro com chave de segurança interna separava as duas alas. Camila viu a jovem que aparentava ser a mais velha das duas se deslocar para a porta, olhar para os lados e passar um cartão que lhe garantiu acesso ao outro lado. Ela sumiu silenciosamente, deixando a vista sua silhueta que aos poucos diminuía no vidro da porta.</p>
<p style="text-align: justify;">Respirou fundo e adentrou novamente o balcão de informações. Esboçou o melhor sorriso que conseguiu e disse:</p>
<p style="text-align: justify;">– Parece que estão com sorte. Há um rapaz que bate exatamente com a descrição de vocês e que deu entrada agora há pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">– E onde ele está? – perguntou o baixinho.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sigam por aquele corredor e virem no elevador à esquerda. Fica no sexto andar. – disse apontando exatamente na direção oposta ao quarto onde alocara Jairo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois agentes saíram a passos rápidos seguindo a orientação de Camila. Ela começou a correr em direção ao quarto de Jairo assim que a porta de vidro se fechou atrás dos dois. Enquanto seguia seus pensamentos rodavam sem destino. Estava de fato arriscando seu emprego e talvez sua vida por um grupo de estranhos. Era loucura. Não se safaria dessa tão fácil. Seria muito mais fácil entregá-los as autoridades e deixar que o destino cuidasse de cada um deles como bem entendesse. O problema seria lidar com a consciência. Depois de ouvir a conversa dos dois agentes, Camila decidira que não podia simplesmente entregá-los aos tubarões sem pelo menos uma chance de se explicarem. Não sabia como e nem porque, mas se sentia compelida a ajudar o grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegou ao quarto de Jairo e fechou a porta atrás de si, escorando-se nela, como se algo pudesse entrar. Ângela levantou-se num pulo, assustada com a chegada da recepcionista.</p>
<p style="text-align: justify;">– O que aconteceu? – ela perguntou.</p>
<p style="text-align: justify;">– Vocês estão encrencados. Muito, por sinal. – disse ainda ofegante.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ala psiquiátrica, Larissa caminhava rapidamente procurando pelo rapaz. Olhava de quarto em quarto e já passava pelo segundo corredor. Até agora não havia encontrado-o e tinha pressa. Temia que descobrissem algo suspeito e fossem averiguar com Ângela. Sabia que ela não seria forte o suficiente sob pressão. Estava escrito no belo rostinho dela que se apertassem um pouco, era capaz de cantar feito um sabiá. Pensando nisso, apertou o passo quase inconscientemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Com toda aquela pressa, passou rápido demais em frente a uma porta de metal pintada de branco e sentiu uma leve vibração. Voltou alguns passos quando percebeu. Passou de novo em frente às portas dos quartos comuns e não sentiu alteração.</p>
<p style="text-align: justify;">Postou-se em frente à porta de metal novamente e sentiu a conhecida sensação. Era ele. Ali estava o quarto integrante do grupo. Mais um desgraçado entre eles. Mais um pego na ciranda sobrenatural em que ela já estava se habituando. Outro jovem confuso, perdido e curiosamente especial. Outro que precisaria de sua orientação. Larissa se aproximou e leu o prontuário do paciente, pendurado do lado esquerdo da porta. Precisou ler duas vezes para assimilar e entender o que dizia. A surpresa era tanto que ela se esqueceu de onde estava. Quando finalmente captou a mensagem, não conseguiu reprimir um comentário que, para ela, devia sair como pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;">– Merda. Mil vezes merda.</p>
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		<title>#Resenhando 004: &#8220;As Crônicas de Nárnia &#8211; O Sobrinho do Mago‏&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 13:33:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Conheci &#8220;As Crônicas de Nárnia&#8221; em 2008, quando assisti pela 1ª vez o filme &#8220;O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa&#8221;.  E pelo que me lembro, não me despertou tanto interesse na época. Assisti o filme como quem assiste a outro qualquer. Daí, descobri que o filme era baseado no segundo livro (por sequência) de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3953" title="resenhando004" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/resenhando004.jpg" alt="" width="560" height="250" /></p>
<p style="text-align: justify;">Conheci <em>&#8220;As Crônicas de Nárnia</em>&#8221; em 2008, quando assisti pela 1ª vez o filme <em>&#8220;O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa&#8221;</em>.  E pelo que me lembro, não me despertou tanto interesse na época. Assisti o filme como quem assiste a outro qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí, descobri que o filme era baseado no segundo livro (por sequência) de uma série de livros de<strong> C.S. Lewis</strong>. E como os filmes quase sempre ferem os livros, eu resolvi ler todos os volumes literários. Começando pelo primeiro, claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando soube que os livros da série foram publicados apenas 50 anos depois de terem sido escritos, eu realmente me interessei em saber o que havia por trás de tanto atraso. Foi nessa época que <em>&#8220;O sobrinho do mago&#8221;</em> caiu em minhas mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Até hoje, não consegui descrever em palavras a emoção que sinto ao ler este livro. Principalmente o capítulo nove. Já li e reli o livro várias vezes. Mas este capítulo, foram mais de dez vezes.<span id="more-3952"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Clive Staples Lewis, conhecido como Jack pelos amigos, nasceu em Belfast, Irlanda, em 1898. Lewis e seu amigo J. R. R., Tolkien, autor da trilogia O senhor dos anéis, faziam parte do Inklings, um clube informal de escritores que se reuniam num pub local para discutir idéias para as histórias. A fascinação de Lewis por contos de fadas, mitos e lendas antigas, juntamente com a inspiração trazida da infância, levaram-no a escrever <em>O leão, a feiticeira e o guarda-roupa</em>, um dos livros mais apreciados de todos os tempos. Seis outros livros vieram depois e resultaram no popular As crônicas de Nárnia. A crônica final da série,<em> A última batalha</em>, recebeu a Carnegie Medal, uma das mais altas marcas de excelência da literatura infantil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o livro:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desta vez, os personagens principais são: Polly e Digory. As duas crianças, por meio de magia, são levados à outros submundos por meio de diamantes. O livro dá ênfase à criação do mundo Nárnia. Apesar de ser o segundo livro escrito por C.S.<em> &#8220;O sobrinho do mago&#8221;</em> é o primeiro, seguindo a sequência dos fatos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome do livro: </strong> <em>&#8220;O sobrinho do mago&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trecho favorito:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;O Leão andava de um lado para o outro na terra nua, cantando a nova canção. Era mais suave e ritmada do que a canção com qual convocava as estrelas e o sol; uma canção doce, sussurrante. À medida que caminhava e cantava, o vale ia ficando verde de capim. O capim se espalhava desde onde estava o Leão, como uma força, e subia pelas encostas dos pequenos montes como uma onda. Em poucos minutos deslizava pelas vertentes mais baixas das montanhas distantes, suavizando cada vez mais aquele mundo novo. Podia-se ouvir a brisa encrespando a relva.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Todo esse tempo, prosseguiam a canção do Leão e seu majestoso caminhar, de um lado para outro, para a frente e para trás. Aproximava-se mais e mais, o que era meio alarmante. Polly achava a canção cada vez mais interessante, pois começara a perceber uma ligação entre a música e as coisas que iam acontecendo.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Beijos e queijos!</p>
<p style="text-align: justify;">Thaís Lira</p>
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		<title>As Crônicas do Fim &#8211; Episódio 11: &#8220;Segundo Mundo&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 14:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GG</dc:creator>
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		<description><![CDATA[by Gustavo Guilherme Ao meu redor só havia morte. Os corpos humanos outrora pendurados em correntes agora jaziam espatifados ao chão, dilacerados, irreconhecíveis e sem sinal de vida. As carcaças dos Agentes que há pouco nos atacavam com ferocidade agora se mantinham inertes, exânimes sob o teto da grande sala tenebrosa. O pandemônio que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://territorio7.com.br/blog/category/as-cronicas-do-fim/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3948" title="ACDF_011" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/ACDF_011.jpg" alt="" width="560" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">by <em><strong>Gustavo Guilherme</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao meu redor só havia morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Os corpos humanos outrora pendurados em correntes agora jaziam espatifados ao chão, dilacerados, irreconhecíveis e sem sinal de vida. As carcaças dos Agentes que há pouco nos atacavam com ferocidade agora se mantinham inertes, exânimes sob o teto da grande sala tenebrosa.</p>
<p style="text-align: justify;">O pandemônio que se formara me causava náuseas e desconforto. Me sentia terrivelmente perturbado e meu estômago grunhia em dores agudas e constantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo se aproximou do homem com a Winshester. Ele ainda respirava desacordado ao pé do umbral de entrada do saguão. Minhas mãos tremiam. Apesar das inúmeras dúvidas em minha mente, não conseguia formular uma pergunta sequer. Tudo estava confuso, as idéias se misturavam em minha cabeça e nada fazia sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">O clarão azulado, a aparente paranormalidade de Madalo e toda aquela força, aquele poder. Tudo era assustador.</p>
<p style="text-align: justify;">– Lazarus, preciso da sua ajuda aqui. – disse Madalo, agachando próximo ao corpo imóvel do homem e agindo como se nada de anormal houvesse acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu parceiro, o mesmo que acabara de irradiar uma imensa bola de energia azul de suas mãos e que havia, assim, derrotado nossos inimigos com um único e estranho golpe, agora pedia minha ajuda? Eu não poderia estar mais confuso. A única indagação que ainda ecoava inquieta em minha memória esvaiu, meio sem jeito, de minha boca fria:</p>
<p style="text-align: justify;">– Que merda foi essa, Madalo?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele me encarou, sério e concentrado.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eu vou explicar. Mas antes, precisamos dar um jeito neste Sega. – ele disse a última palavra olhando de volta para o homem da arma. Em sua voz havia um leve tom de urgência.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sega”. Em toda minha existência, jamais havia escutado aquela palavra. Não tinha a menor idéia do que ela significava. E, na verdade, não tinha noção alguma sobre do que se tratava todo aquele caos. Por um instante, tive a sensação de estar sonhando, perdido em alguma dimensão irreal ou preso em uma realidade alternativa. Me senti totalmente deslocado, longe de onde deveria estar.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sega? – indaguei.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo se virou novamente. Sua feição outrora centrada tornara-se zombeteira de repente. Um meio sorriso marcava um dos cantos de sua boca e um estranho brilho surgira em seu olhar. O timbre de sua voz retomou o tom costumeiramente divertido:</p>
<p style="text-align: justify;">– Você é realmente um asno. Não faz a menor idéia do que é tudo isso não é?</p>
<p style="text-align: justify;">Meio sem jeito, balancei a cabeça negativamente. Era como se Madalo lesse as inquietações e dúvidas que se agitavam em minha cabeça cansada.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma pergunta imbecil de antes evaporou de meus lábios&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">– Que merda toda é essa, Madalo? – senti minhas mãos úmidas e frias – Que história é essa de Grande Senhorio, Agentes, o Brilho Azul e esse tal de Sega?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele sorriu e caminhou alguns passos em minha direção, deixando o homem da Winshester fora de prioridade por alguns instantes.</p>
<p style="text-align: justify;">– Lazarus, se tivesse alguma cadeira neste recinto, eu lhe aconselharia que se sentasse&#8230; É uma longa história.<span id="more-3947"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A impaciência me abraçou, minha voz soou estridente e precipitada:</p>
<p style="text-align: justify;">– Madalo, já cansei dessa bosta, cara! Ou você me diz o que está acontecendo e quem é você, ou eu&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Antes que eu pudesse continuar, Madalo me interrompeu:</p>
<p style="text-align: justify;">– Você é uma cobaia e nada ao seu redor é real.</p>
<p style="text-align: justify;">Silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha confusão mental só aumentava. Era como se, ao invés de ouvir respostas, eu tivesse acabado de ouvir milhões de outras perguntas.</p>
<p style="text-align: justify;">– O que? – indaguei, sentindo minhas sobrancelhas arquearem bruscamente sobre meus olhos perdidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo emitiu um som discreto, uma gargalhada contida. Depois se aproximou e disse, quase sussurrando:</p>
<p style="text-align: justify;">– Lazarus, eu preciso que você se acalme e escute o que tenho a dizer. – seu olhar penetrava o meu – Não é nada fácil compreender o Segundo Mundo e toda a estrutura que o envolve, mas se você conseguir entender metade das palavras que direi, significará que ainda existe uma chance de sairmos vivos deste inferno.</p>
<p style="text-align: justify;">– Segundo Mundo? – minha voz falhou entre as palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim, Lazarus. – Madalo aprumou o corpo, esticou os braços e respirou profundamente antes de prosseguir – Estas paredes, este prédio, os corpos pendurados, os Agentes e até mesmo eu&#8230; nada disso é real.</p>
<p style="text-align: justify;">Não havia reação em mim. Eu estava atordoado, sentindo o frio da palidez que mumificava meu rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo continuou:</p>
<p style="text-align: justify;">– O Segundo Mundo é uma projeção virtual criada por um sistema complexo que envolve ciência e tecnologia. Este sistema envolve gráficos computadorizados e núcleos de processamentos gerenciados por inteligência artificial que permitem que as cobaias submetidas a ele enxerguem as estruturas criadas pelos Engenheiros&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">– Engenheiros? – sussurrei sem perceber.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim. Cientistas responsáveis por criar cada parede artificial que você vê aqui. Cada tijolo, janela, azulejo, etc. No mundo real, são chamados de Engenheiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo parou de falar, como se aguardasse alguma reação minha, mas eu não conseguia pensar em nada. Eu estava perdido entre revelações bizarras e dúvidas ainda mais complicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de alguns segundos, ele prosseguiu:</p>
<p style="text-align: justify;">– É melhor começar toda essa história do começo.</p>
<p style="text-align: justify;">Levantei uma das mãos, pedindo um tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">– Madalo, você tem razão, é melhor eu sentar. – disse me encurvando para me assentar no chão imundo e, segundo Madalo, irreal do saguão – Continue.</p>
<p style="text-align: justify;">– Você está bem, Lazarus? – ele parecia realmente preocupado.</p>
<p style="text-align: justify;">Suspirei mais uma vez.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não sei, Madalo. Prossiga, por favor.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo me acompanhou, sentando-se exatamente em minha frente, pernas e braços cruzados.</p>
<p style="text-align: justify;">– No auge da Grande Guerra, em meados do ano 2060, um projeto ousado foi criado e desenvolvido por um grupo de cientistas ancorianos que acreditavam ter descoberto um modo de oprimir a mente humana ao ponto de poder controlá-la por completo. – seus olhos piscavam pouco e sua feição era séria.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele prossegiu:</p>
<p style="text-align: justify;">– Para obterem sucesso no projeto, eles implantariam uma espécie de organismo artificial, um tipo de bactéria manipulável que eles chamaram de Carpe Morti, que levaria seu hospedeiro a um transe intenso e duradouro durante o qual, utilizando-se de um sistema computadorizado complexo, um usuário conseguiria moldar toda a personalidade de sua cobaia alterando lembranças e forçando-a a viver experiências traumatizantes. Assim, mergulhando cobaias neste mundo artificial criado pelo sistema, eles seriam capazes de modificar a mente da cobaia em todos os sentidos possíveis: caráter, recordações, objetivos, sentimentos e até mesmo o modo de falar, andar e raciocinar.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha garganta estava seca, mas uma palavra, única e solitária, surgiu em minha mente, enquanto minha mão direita tocava a tatuagem em meu pescoço:</p>
<p style="text-align: justify;">– Merda!</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo meneou a cabeça e continuou:</p>
<p style="text-align: justify;">– Se a teoria desse certo, eles teriam o poder de transformar qualquer pessoa que fosse submetida ao procedimento em um soldado perfeito, controlável e leal ao seu comandante. Aliás, era este o objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele novamente se calou por alguns segundos. Olhou para os lados, respirou com calma e esfregou o rosto com a palma das mãos antes de prosseguir:</p>
<p style="text-align: justify;">– A teoria que resumia o Projeto Carpe Morti encheu tanto os olhos dos políticos Ancorianos que eles decidiram investir uma grande fatia do orçamento de guerra nas pesquisas científicas. Achavam que, se tudo aquilo desse realmente certo, seriam invencíveis. Mas os primeiros experimentos fracassaram. Ainda em 2060, quando as primeiras cobaias foram testadas, os cientistas descobriram que, de alguma maneira, os indivíduos infectados pelo Carpe Morti reagiam ao parasita de modo intenso, como se lutassem inconscientemente pelo domínio de suas próprias vidas. – suspirou, olhou ao redor como se tentasse recordar de algum detalhe. – O problema, porém, não era especificamente a bactéria, mas o modo como manipulavam a cobaia. A falha estava no sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentei buscar indagações, argumentos que discutissem com a história absurda que Madalo me contava, mas eu estranhamente me sentia interessado naquelas palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">– Após quatro anos de pesquisas e morte de muitas cobaias – Madalo continuou, centrado e sério – o Projeto Carpe Morti começou a dar seus primeiros resultados positivos. Mas para isso, os Engenheiros precisaram criar uma espécie de avatar virtual, um ser cibernético controlado pelos próprios cientistas responsável por invadir o sistema e supervisionar as ações da bactéria na mente do infectado. Estes avatares foram batizados de Segas.</p>
<p style="text-align: justify;">Repeti a palavra, guardando-a na memória. Ele voltou a falar:</p>
<p style="text-align: justify;">– Assim que os primeiros Segas foram introduzidos na mente das vítimas, os cientistas descobriram algo extraordinário. A bactéria Carpe Morti havia se multiplicado e, de maneira biológica e natural, criara uma espécie de mundo alternativo, uma realidade paralela onde tudo podia ser controlado, moldado e alterado a qualquer tempo, permitindo assim uma melhor manipulação nas memórias e da índole do indivíduo infectado. Os cientistas tinham agora total controle no processo.</p>
<p style="text-align: justify;">– Seria este o tal Segundo Mundo? – perguntei, meio besta.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo voltou a olhar ao seu redor. Estava calado, sério e misterioso.</p>
<p style="text-align: justify;">– Tudo isso ao seu redor, os corpos e as paredes; o Sega e as sombras. Este é o Segundo Mundo. – ele parou os olhos sobre um dos Agentes – Vê estes zumbis desgraçados?</p>
<p style="text-align: justify;">– Os Agentes?</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim, os Agentes.</p>
<p style="text-align: justify;">– O que são? Foram criados pelos Engenheiros também? – algumas perguntas começaram a fugir de minha boca.</p>
<p style="text-align: justify;">Madalo disse não e explicou:</p>
<p style="text-align: justify;">– Algum tempo depois da descoberta deste Segundo Mundo, um novo problema surgiu. A partir de um registro orgânico no sistema, cobaias antigas começaram a surgir, como vírus, se multiplicando. Apareciam em forma de zumbis, fantasmas, monstros, etc. Tal acontecimento fez com que as novas cobaias reagissem de maneira inesperada ao procedimento e novas mortes aconteceram. A solução encontrada pelos Engenheiros foi padronizar todos os “vírus”, espectros virtuais das cobaias anteriores, e reprogramá-los para que cumprissem alguma função no projeto, sujeitando-os a um padrão do sistema. Deram a eles uma aparência comum, roupas brancas e máscaras de gás, e os batizaram de Agentes da Morte ou simplesmente Agentes. – ele tinha em sua voz nojo e pena, ódio e misericórdia – Como você mesmo viu, por trás das máscaras de gás, não passam de vermes podres, monstrengos imundos, zumbis patéticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Observei por alguns instantes um dos seres que eu mesmo acabara de matar. Depois de um tempo, arrisquei uma nova indagação.</p>
<p style="text-align: justify;">– E você, Madalo? O que você é?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele gargalhou alto.</p>
<p style="text-align: justify;">– Achei que não teria coragem de perguntar. – terminou a risada, soluçando divertidamente – Em meados de 2066, um novo “vírus” foi descoberto. Este, porém, era muito mais forte, pois nenhum dos Engenheiros tinha acesso a ele. Ao contrário dos Agentes, este parecia ter vontade própria e agir de maneira autônoma. Nem mesmo os Segas infiltrados na realidade alternativa do hospedeiro eram capazes de neutralizá-lo. Toda nova cobaia que apresentava alguma manifestação do vírus terminava morta, assim como as dos primeiros anos do experimento. – ele tinha um sorriso enorme nos lábios – Instaurou-se o caos. Os Engenheiros não sabiam o que fazer. Tampouco os cientistas, nem mesmo os líderes do projeto. A única coisa que conseguiram fazer foi arrumar uma forma de fugir do vírus e impedir que outras cobaias morressem. E enquanto eles fugiam dele, ele começou a conquistar o que queria: algumas cobaias começaram a despertar no meio do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">– Despertar?</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim, Lazarus. Despertar!</p>
<p style="text-align: justify;">– Então o vírus conseguiu retirar cobaias do transe?</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim. É bem verdade que os cientistas os submetiam a novos transes e eles voltavam ao Segundo Mundo. Mas, quando retornavam a ele, algo havia mudado. Estavam transformados, lutavam pelas suas vidas. Alguns começaram a acordar plenamente conscientes da verdadeira realidade, recordando com detalhe de suas vidas. Poucos conseguiram, inclusive, escapar do laboratório e formar um grupo de resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">– Madalo. – interrompi assustado.</p>
<p style="text-align: justify;">– Sim?</p>
<p style="text-align: justify;">– O que você tem a ver com essa história?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele sorriu.</p>
<p style="text-align: justify;">– Assim que os Engenheiros identificaram o vírus, perceberam que suas formas, o modo que agia e sua aparência dentro do Segundo Mundo eram muito semelhantes às de uma das primeiras cobaias&#8230; uma que achavam ter morrido no meio do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele fez uma pausa, ainda com um riso sincero nos lábios.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eles batizaram o vírus com o mesmo nome daquela pobre e infeliz cobaia&#8230; – ele estava em êxtase – O chamaram de Madalo.</p>
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		<title>Poderes Ocultos &#8211; Capítulo 12: Visitante</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 12:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joder</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3944" title="poderes12" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/poderes12.jpg" alt="" width="560" height="256" /></p>
<p style="text-align: justify;">by <strong>Joder Filho</strong></p>
<p style="text-align: justify;">– Tá tudo bem, pai? – a voz de Susana acordou Augusto dos devaneios em que se encontrava – O senhor está estranho.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não, querida. Deve ser impressão sua – disse exibindo aquele sorriso paternal que tanto agradava a jovem. Estendeu o braço e ela sentou-se ao seu lado, envolvida no abraço dele. – Só estou preocupado com algumas coisas, nada demais.</p>
<p style="text-align: justify;">– “Preocupado” é a melhor palavra que encontrou pra tudo isso? – disse ela se divertindo – Eu, no seu lugar, já teria fritado todos os miolos.</p>
<p style="text-align: justify;">– Pra sorte de vocês, eu ainda tenho o controle disso – ele disse numa risada leve. – Como se sente, meu amor?</p>
<p style="text-align: justify;">– Nem sei dizer – disse levantando as mãos – Acho que a melhor palavra pra definir é “feliz”. Simplesmente feliz. Depois de tanto tempo lutando e orando, finalmente Deus me cura do câncer num milagre, e ainda me recupera tudo em menos de dois dias.</p>
<p style="text-align: justify;">– E te deu um dom. – Augusto completou.<span id="more-3907"></span></p>
<p style="text-align: justify;">– A cereja do sundae – ela brincou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficaram calados por um tempo, contemplando o campo vasto e vazio na fria madrugada. A lua cheia iluminava até onde se podia ver da propriedade de dona Regina. “Aqui será perfeito para treiná-los” Augusto se pegou pensando. “Principalmente Arnaldo. Ou moldo aquele garoto da maneira mais correta possível, ou terei um grande problema nas mãos. Maior até que&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;">– Você está pensando no Arnaldo – Susana disse num tom mais afirmativo do que interrogativo. Por um momento Augusto a olhou espantado. Ela simplesmente encarava o campo, fitando nada em especial, só deixando os olhos correr pela imensidão da noite. – Certo? – ela completou virando o rosto e o olhando nos olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">– Achei que só dona Regina pudesse ler mentes. – ele disse.</p>
<p style="text-align: justify;">– Não preciso disso pra ler você, pai.</p>
<p style="text-align: justify;">– Verdade. Você sempre me entendeu e me conheceu bem. – ele puxou a cabeça dela com delicadeza e a beijou por sobre os longos cabelos ruivos. – Você deveria se deitar. Teremos um longo dia amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">A garota ia protestar, mas sentiu o sono chegando como de supetão e nem quis argumentar. Murmurou um “boa noite”, beijou o pai e se encaminhou para dentro da casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto se manteve em silencio, observando enquanto ela entrava e fechava a porta de madeira atrás de si. Nesse se espaço de tempo se manteve em silencio absoluto. Assim que se garantiu que a filha não voltaria, voltou a fitar o campo. Fixou os olhos em um ponto em meio às arvores. Sabia que ele estava ali. Sabia que o observava. E sabia que por mais que vinte ou trinta metros do campo os separassem aquilo não seria problema nenhum para o visitante.</p>
<p style="text-align: justify;">– Precisamos conversar. – disse num tom de voz que beirava o sussurro. Esperou alguns segundos sem resposta. – Agora. – disse resoluto.</p>
<p style="text-align: justify;">– Gostaria de informar que se tom de voz não me agrada, pastor. – a voz surgiu repentina ao lado de Augusto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se virou e viu surpreso que a seu lado estava a figura de um homem alto, esquálido, de nariz fino e olhos negros e sem brilho, que calmamente fitavam o campo. Os cabelos negros estavam arrumados e não se mexiam aos movimentos do vento da madrugada. Trajava uma camiseta dos Rolling Stones, uma calça jeans e um par de tênis de corrida. Virou-se e encarou Augusto nos olhos – ou devo-lhe lembrar quem é que comanda quem aqui?</p>
<p style="text-align: justify;">– Desculpe-me, ainda estou me adaptando a isso.</p>
<p style="text-align: justify;">O estranho nada disse. Augusto percebeu que era a deixa para explicar o que o afligia.</p>
<p style="text-align: justify;">– Estou com um problema. – começou.</p>
<p style="text-align: justify;">– Então você é feliz, eu tenho vários. – rebateu irônico.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto limitou-se a continuar sem comentar.</p>
<p style="text-align: justify;">– É Arnaldo. Estive na cabeça dele e quase não agüentei o choque. Ele é muito mais poderoso que os outros. Muito mais instável. Joga tudo isso mais aquela rebeldia e aquela petulância e ele se torna um perigo maior do que imaginávamos. Precisamos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">– Maior do que você imaginava Augusto. E não, não “precisamos” fazer nada. Acha que não estou ciente dos poderes desses moleques? Eu os escolhi. Cada um para um propósito e uma hora certa. Eu sei o que faço Augusto. Estou nesse planeta de bosta a tempo suficiente pra pensar meus atos com antecedência. Então não me venha com choramingo sobre não conseguir controlá-los. Quem comanda essa joça sou eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto se manteve em silencio por um instante. As reprimendas eram sempre humilhantes para alguém do porte dele. Embora soubesse que não era o comandante real de tudo aquilo, algo não se encaixava. Porque dar tanto poder a alguém tão instável e perigoso quanto um garoto rebelde e burro.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eu sei o que está pensando, reverendo. – o visitante continuou – e já te aviso que tenho um propósito para o garoto. Se seu pai tinha dessas coisas, não há por que eu não ter, não é mesmo? Afinal, ambos sabemos que eu sou o sucessor nato.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto sentiu um calafrio ao ouvir a menção de seu progenitor, mas conseguiu esconder isso do visitante. Ou pelo menos o estranho ignorara, não saberia dizer exatamente.</p>
<p style="text-align: justify;">– E quanto aos outros? – Augusto limitou-se a perguntar.</p>
<p style="text-align: justify;">– Já estou cuidando deles. Ainda não estou em forma plena, por isso tenho que contar com o serviço dos seus semelhantes. – disse com visível desprezo e repulsa.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eles virão pro nosso lado?</p>
<p style="text-align: justify;">– Duvido. A visão deles foi diferente. Ainda não sei quem a enviou, mas assim que descobrir&#8230; – deixou em suspenso. Ambos sabiam do que ele era capaz.</p>
<p style="text-align: justify;">– E quais as ordens por agora?</p>
<p style="text-align: justify;">– Descansem. Eu enviei um grupo de policiais pra dar cabo dos moleques e chamar a atenção das autoridades. Isso deve cobrir a fuga da velha e o desaparecimento de alguns de vocês. Aproveitem o tempo pra treinar a partir de amanha. – ele se levantou e disse sem olhar para Augusto – Alguém ou alguma outra coisa está entrando no jogo, e preciso descobrir quem é.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto pensou em dizer algo, mas o visitante já havia desaparecido, tão rapidamente quanto viera, e talvez até mais silencioso.</p>
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		<title>Bom garoto&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 13:17:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fonte: Vida Besta]]></description>
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<p style="text-align: center;"><strong>Fonte:</strong> <a target="_blank" href="http://www.vidabesta.com/">Vida Besta</a></p>
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		<title>Fantástico!</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 19:00:01 +0000</pubDate>
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		<title>Crônica Encomendada: &#8220;Está Lá&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 13:22:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3928" title="Love__by_darkbutterfly6" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Love__by_darkbutterfly6.jpg" alt="" width="560" height="293" /></p>
<p style="text-align: justify;">por <strong>Gustavo Guilherme</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Casar é abandonar uma rotina e abraçar outra. É tirar o trem dos trilhos confortáveis da família e se aventurar na ferrovia dos braços de um homem que não é seu pai. É observar-se partindo&#8230; partindo de casa e partindo o coração de sua mãe que chorará escondida pelos cantos, ocultando de outros olhos a saudade que fica.</p>
<p style="text-align: justify;">Casar é amar um desconhecido e, ao mesmo tempo, conhecer aos poucos quem se ama. E não se engane, essa tarefa é complicada. Conhecer alguém a cada dia só para, depois de décadas, descobrir que ainda não o conhece tão bem assim. É missão ingrata! É de roer as unhas do pé! É de colher cabelos antes da ceifa!<span id="more-3927"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nos primeiros anos, você recolherá cada beijo do outro como se fosse um fruto mágico nascido da árvore mais linda e frondosa do planeta. Abraçará o ser amado como quem abraça o mundo, o seu mundo. Sentirá o mesmo perfume todos os dias, mas este lhe parecerá diferente a cada novo amanhecer. Você se sentará diante do outro observando-lhe a cor dos olhos, a textura da pele e a formosura dos lábios. Deitará o ouvido no colo para ouvir segredos de um coração que lhe jurou fidelidade. Ouvirá juras de amor em cada gesto, toque ou silêncio do ser a quem se ama.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não se iluda com perspectivas de contos de fadas. Nem todo final é feliz e nem todo fim é para sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, dificuldades assolarão a casa. Tempestades em forma de contas a pagar inundarão os pensamentos de ambos. Terremotos fantasiados de desconfiança (ou desemprego talvez, ou dívidas, ou a saudade dos pais) sentar-se-ão na mesma mesa para compartilhar o jantar. Tudo parecerá abismo. Tudo aparentará inconsistência. Todo amor estará tímido, acanhado e escondido em algum canto da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é aqui, neste lugar sombrio, que reside o segredo, o ingrediente secreto das almas amantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da aflição e do medo, o beijo ainda será o mesmo – mas terá um novo tempero. O abraço ainda estará aquecido, apesar da nova taquicardia. O coração ainda baterá descompassado, mas lhe confessará declarações de amor muito mais maduras e muito menos melodiosas. Os olhares se cruzarão entre problemas e crises para, enfim, fecharem-se mutuamente em respeito ao beijo que virá. E toda dor e medo se converterão em piadas noturnas antes do sono reconfortante, antes da reprise de preocupações do dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica, portanto, o alerta. O amor se esconde, mas não se vai. Apesar dos pesares, ele sempre estará lá.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Escrita originalmente para ser lida em um Chá de Panela, ou algo do tipo.</em></p>
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		<title>Curta-metragem: Archetype</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 13:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GG</dc:creator>
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		<title>#Resenhando 003: &#8220;O assassinato de Roger Ackroyd&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 12:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GG</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu pai foi montando um acervo de livros para estudo pessoal. O que ele não imaginou, é que estes livros seriam um grande patrimônio para mim. Hoje, eu tenho mais de mil livros, e amo este mundo. A cada dia, este número aumenta. Tenho livros de todos os tipos. Bons e ruins. Entre os bons, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3909" title="resenhando003" src="http://territorio7.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/resenhando003.jpg" alt="" width="560" height="250" /></p>
<p style="text-align: justify;">Meu pai foi montando um acervo de livros para estudo pessoal. O que ele não imaginou, é que estes livros seriam um grande patrimônio para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, eu tenho mais de mil livros, e amo este mundo. A cada dia, este número aumenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho livros de todos os tipos. Bons e ruins. Entre os bons, estão os livros de Agatha Christie. Eu não tenho dúvidas que ela é minha escritora favorita. E é exatamente sobre a Duquesa da Morte que iremos falar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3908"></span><strong>Sobre a autora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Agatha Christie, nasceu em Torquay, Inglaterra, no dia 15 de Setembro de 1891 e morreu em Wallingfod, próximo a Oxford, em 1976. Seu pai era americano e morreu ainda jovem. Sua mãe, inglesa orgulhosa de sua origem nobre, educou-a em casa (não admitia as escolas públicas), uma casa muito isolada, sem vizinhos, em que a menina, ao cansar de brincar sozinha, recorria à biblioteca e aos romances de Jane Austen, das irmãs Brontë, de Dickens e de Conan Doyle para distrair-se. Com doze anos começou a escrever. Até hoje, conquista o mundo com sua histórias de mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava fazendo uma conta e tenho quase 80 livros da autora. Se eu já li todos? AINDA não. Mas pretendo. E hoje, quero falar sobre o segundo livro que li de Agatha Christie. Trata-se de &#8220;O assassinato de Roger Ackroyd&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre a obra:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Roger Ackroyd foi encontrado morto em seu gabinete com um punhal enterrado em sua nuca. A expressão tranquila de seu rosto fez com que todos pensassem que ele foi morto de forma inesperada. Contudo, a porta estava fechada com chave e o assassino parecia ter entrado pela janela.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquela noite houve muito movimento pela casa de Ackroyd, mas todos tinham álibis respeitáveis. O mais sério, porém, é que da mesa do morto desaparecera uma carta denunciando um chantagista que levara ao suicídio a mulher que Ackroyd amara.</p>
<p style="text-align: justify;">Só mesmo o detetive Hercule Poirot (um dos mais famosos personagens criados pela autora) poderia juntas as peças e apontar o criminoso.</p>
<p style="text-align: justify;">O assassinato de Roger Ackroyd é considerado a melhor estória de dedução da autora.</p>
<p style="text-align: justify;">A estória narra um assassinato que deixou poucos suspeitos. Na realidade, quase nenhum. O livro é em 1ª pessoa. O que deixa aquela sensação de que o personagem esta conversando com você.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma obra fantástica. Uma das melhores que li.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nome do livro:</strong> <em>O assassinato de Roger Ackroyd.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trecho favorito:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Uma vida paga-se com outra vida. Percebi isso agora&#8230; Se puder perdoe-me o mal que eu tencionava fazer-lhe, já que não tive coragem de fazê-lo quando chegou a hora&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Beijos e queijos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thais Lira</strong></p>
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