As Crônicas do Fim – Episódio 12: “Morte”
by Gustavo Guilherme Um tornado de memórias desencontradas me perturbava. As informações que Madalo acabara de me apresentar eram assombrosas e estranhas demais para meu cérebro exausto. Segundo Mundo, Segas, Agentes, Engenheiros e Vírus. Eu só queria que tudo aquilo explodisse e que minha vida voltasse ao normal. Mas, que vida? Afinal, qual era o limite entre os dois mundos? Em qual das duas realidades estava escrita a minha vida verdadeira? O grande e feroz lobo fenrir que me atacara nas ruínas de Minos, a sombra que me salvara de seu ataque voraz, os sonhos antes de acordar no quarto medonho, imagens estranhas ...
Poderes Ocultos – Capítulo 13: Cães e Raposas
by Joder Filho No hospital, Camila voltava para seu posto na recepção, um pouco mais calma e concentrada. O choro havia parado e, pouco a pouco a jovem se recompunha. Trabalharia para se distrair. Concentrar-se no trabalho sempre a ajudara a esquecer os problemas por algumas horas. E isso, muitas vezes era essencial. Dessa vez seria diferente. Não sabia bem como, mas tinha certeza que não importava quantas horas ela trabalhasse Diogo não estaria a esperando no fim do dia. Não veria por um bom tempo o sorriso reconfortante e os olhos gentis do namorado, nem sentiria o cheiro dos cabelos ...
As Crônicas do Fim – Episódio 11: “Segundo Mundo”
by Gustavo Guilherme Ao meu redor só havia morte. Os corpos humanos outrora pendurados em correntes agora jaziam espatifados ao chão, dilacerados, irreconhecíveis e sem sinal de vida. As carcaças dos Agentes que há pouco nos atacavam com ferocidade agora se mantinham inertes, exânimes sob o teto da grande sala tenebrosa. O pandemônio que se formara me causava náuseas e desconforto. Me sentia terrivelmente perturbado e meu estômago grunhia em dores agudas e constantes. Madalo se aproximou do homem com a Winshester. Ele ainda respirava desacordado ao pé do umbral de entrada do saguão. Minhas mãos tremiam. Apesar das inúmeras dúvidas em minha mente, ...
- Pipoca&Letra 015. “Super 8″
- Pipoca&Letra 014. “VIPs”
Pipoca & Letra
Poderes Ocultos – Capítulo 10: As Peças do Jogo

by Joder Filho
A sensação que sentia era inebriante. Quanto mais experimentava, mais queria, e mais temia o que viria a receber. Era tanto poder. Tão imenso e ao mesmo tempo tão desconhecido.
Augusto tinha certeza de que o garoto era poderoso. Todos eram. E também sabia que ele se destacaria dentre todos. Mas aquilo era inimaginável. O garoto possuía poderes maiores do que os seus, e alem da compreensão do sacerdote. Era claro que Deus deveria ter um propósito muito especial para ele. Ainda não sabia como e nem porque, mas Deus transformara aquele reles garoto numa arma de batalha nunca antes vista. Alguém que todos temeriam. Inclusive Augusto. Aquilo era maravilhoso e ainda assim, imensamente perigoso. Ele precisava domar o garoto. Precisava dobrá-lo aos seus preceitos e fazer dele uma ferramenta sob seu comando. Era isso que queria, era isso que precisava. E nada, nem ninguém iria atrapalhá-lo em sua empreitada. Nem mesmo Deus. Leia Mais
II Sarau Literário via Twitter
Em comemoração a Proclamação da República do Brasil, será realizado o II Sarau Literário via Twitter. Venha participar, compartilhe seus textos conosco, e leia os dos outros. Cada RT é um aplauso!
NÃO HÁ REGRAS, mas algumas sugestões são interessantes:
♣ Cuidado para não ser bloqueado durante o evento, há um limite de tweets por dia.
♣Não publique textos de terceiros: nós queremos ler a sua obra (não precisa ser inédita);
♣ Não divulgue blogs, sites, ou similares durante o evento. Entenda isso como uma conversa durante uma declamação: não é o momento adequado para isso;
♣ Não publique outra coisa que não seja textos literários, RTs e comentários;
♣ Quanto aos RTs, sugerimos que usem a ferramenta do twitter para isso, e não da forma manual: “RT @renanrop…”
♣ E por favor, divulgue e participe, o cartaz acima pode ser publicado em qualquer blog, site, ou twitter, é só copiar a imagem. O s@rau não é meu, é de todos os twitteiros que vivem a Literatura no Twitter dia a dia, e para aqueles que querem entrar nesse mundo;
♣ O mais importante: Não se esqueça da hashtag: #SarauBrasil
The Walking Dead S02E02/03 – “Bloodletting” e “Save the Last One”

[AVISO DE SPOILERS! Se você ainda não viu os episódios 02 e 03 da segunda temporada desta série, recomendamos que não leia este post, ou o faça por sua própria conta e risco]
“Bloodletting”
Demorei a escrever minha review do segundo episódio de The Walking Dead pelo simples motivo de não achá-lo completo. Na minha medíocre opinião, ficou faltando alguma coisa. Ou melhor, muita coisa!
Sendo assim, acreditei piamente na possibilidade de que o episódio seguinte justificaria toda a lentidão e monotonia deste “Bloodletting” (e eu estava certo), episódio que introduziu novos personagens de maneira interessante, mas um tanto abruptamente em alguns instantes – o que não é exatamente um defeito.
Agora conhecemos Hershel, sua fazenda aparentemente invisível aos zumbis, e seus agregados. Tomamos conhecimento de quem foi o responsável pelo tiro que quase matou (e ainda pode matar) o menino Carl e logo somos apresentados ao principal propósito do episódio. Leia Mais
As Crônicas do Fim – Episódio 09: “O Parasita”

by Gustavo Guilherme
Nossa única chance de escapar ilesos daquele lugar era passando pela sala macabra.
A câmara era circular de paredes escuras, contraste intenso ao restante do edifício com suas paredes alvas e limpas. O teto ogival abrigava, além das correntes de tortura, dois pares de lustres cujas poucas lâmpadas eram incapazes de iluminar bem o ambiente. O odor era insuportável, mesmo por trás da máscara.
Madalo olhava para mim e eu conseguia ouvir sua respiração ofegante. Ele levantou uma das mãos devagar, apontando-a pra frente, indicando que nossa missão era prosseguir.
Dei o primeiro passo e um dos monstros, agachado no meio da sala, rosnou. Encarei sua feição bizarra: o ser era esquelético, sua pele desprendia-se do que outrora fora um rosto e parte de seu crânio estava à mostra. Os dentes eram cinza, exceto em alguns cantos avermelhados onde ainda havia pedaços de carne humana, provavelmente restos da última refeição.
Parei, tentando não demonstrar irritação ou qualquer resposta à manifestação do Agente. Voltei meus olhos para Madalo, que ainda permanecia imóvel ao meu lado.
Experimentei o segundo passo e, desta vez, não houve rosnado, rugido ou qualquer outro som além do barulho da respiração de Madalo, era possível ouvi-lo a muitos metros de distância. Madalo não estava bem. Eu o encarei, esperando que ele me desse algum sinal, algo que me indicasse o que fazer. Mas meu parceiro não se moveu.
Endireitei-me lentamente, aplicando um terceiro passo que foi imediatamente seguido por outro monstro, um tipo um pouco mais gordo, mas igualmente devastado. Sem pele no rosto e coberto de larvas e insetos da cabeça aos pés. Músculos, gordura e esqueleto eram visíveis e, na altura do abdômen, parte de suas entranhas saíam de uma abertura mediana feita por algum ferimento grave. Este Agente, ao ver minha movimentação, moveu-se exatamente como eu. Leia Mais
Eu quero ser inteiro denovo

O propósito de Deus para o corpo
O corpo de Adão era exatamente como o nosso; basicamente a mesma altura média, e como eu sempre digo, o nosso primeiro Pai devia ser muito bonito, pois foi feito com as próprias mãos do criador. Os prazeres ligados principalmente ao corpo, como: o sexo, a alimentação, exercício físico e outros, estavam em total disciplina e equilíbrio, não havendo qualquer desajuste fisiológico.
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gênesis 1:27 Leia Mais
Sistema
The Walking Dead S02E01 – “What Lies Ahead”

[AVISO DE SPOILERS! MUITOS SPOILERS! Se você ainda não viu o episódio de estréia da segunda temporada desta série, recomendamos que não leia este post, ou o faça por sua própria conta e risco]
Um ano se passou desde o Season Finale da primeira temporada deste seriado sobre sobrevivência, esperança e zumbis. Neste ínterim, a série sofreu baixas relevantes no orçamento, nomes outrora ligados à produção foram desligados dela e nada (a não ser alguns Webisodes arrepiantes, mas não tão impressionantes quanto deveriam) nos foi oferecido como consolo pela distância entre as temporadas.
Em “What Lies Ahead”, episódio de estréia desta segunda temporada, voltamos a acompanhar o mesmo grupo que saiu daquele acampamento em Atlanta, teve um instante de esperança antes de fugir do CDC que explodiu no último episódio e agora segue por uma rodovia. Entretanto, nossos olhos recomeçam a caminhada junto aos sobreviventes encarando o protagonista Rick em um discurso sobre fé e perseverança pelo rádio, ainda conversando com Morgan, um pai que conhecemos ainda no primeiro episódio da série, há mais de um ano atrás.
Aparentemente o grupo de sobreviventes continua unido, e em alguns momentos a naturalidade e fluidez das conversas me incomodaram, parecendo forçadas em alguns momentos, como no papo familiar sobre visitar o Gran Cannion. Mas o clima de amizade aparente entre eles dá lugar à tensão com a qual estávamos acostumados assim que o trailer de Dale quebra e o grupo precisa parar no meio de uma rodovia abarrotada de carros e defuntos. “É um cemitério” – diz Lori… E tal afirmação é o sinal, a deixa perfeita para que o clima do episódio se transforme totalmente! O grupo se divide para procurar comida, água, ou qualquer outra coisa que sirva nos carros quando, de repente, são surpreendidos por uma horda gigantesca de zumbis! Leia Mais
As Crônicas do Fim – Episódio 08: “Labirinto”

by Gustavo Guilherme
Meu corpo exalava adrenalina enquanto meu coração ansioso dançava em ritmos frenéticos dentro do peito.
– Lazarus – Madalo me dava instruções de sobrevivência pouco antes de vestir a máscara –, ande devagar e um pouco encurvado para frente, não faça barulho e não diga nada em hipótese alguma.
A bizarra sabedoria de Madalo me intrigava, mas o tempo das indagações chegaria em breve. Concordei com ele, notando novas sensações percorrerem meu corpo.
A escassez de água, a guerra, a vida que fui forçado a deixar para trás, os mistérios de um passado longínquo, nada mais me preocupava. Já não me importava com possíveis conseqüências à nossa investida de fuga, ou com a possibilidade de falharmos em nosso plano. Tensão e medo não me amedrontavam mais. Todo o desespero e incerteza de antes se transformaram em esperança.
Em meu peito, a pequena placa: “Amitab Geradict. Matrícula 1308/2038 – Sessão Damacom, Projeto Carpe Morti” – a estranha identificação que outrora pertencera a um monstro era agora meu disfarce, meu passaporte para fora daquelas paredes.
Madalo e eu havíamos colocado os corpos desacordados dos Agentes sobre os leitos e agora caminhávamos silenciosos pelos corredores do misterioso prédio. Deixamos para trás a porta do quarto fechada, devidamente trancada com as chaves que roubamos juntamente com os uniformes.
Atrás da máscara, quando já nos esgueirávamos pelos corredores do edifício, meus olhos enxergavam paredes muito brancas. A botina que envolvia meus pés pisava firme sobre o piso igualmente alvo e surpreendentemente limpo.
Resgatei da mente as hipóteses que havia formado sobre aquele lugar. Poderíamos estar fugindo de um manicômio, de um hospital, de uma base militar ou até mesmo de alguma tribo que se formara naquele estranho lugar. Passávamos por outras portas e, às vezes, cruzávamos com outras duplas de Agentes que, por sua vez, não nos cumprimentavam, passando por nós como se não nos notassem. Um pouco corcundas, andavam obstinados, mas com lentidão. Não emitiam sons além daqueles provenientes de seus passos e da respiração difícil por trás das máscaras. Pareciam fantasmas, robôs ou… zumbis. Leia Mais
Poderes Ocultos – Capítulo 9: Sob Controle
by Joder Filho
O ar lhe fugia dos pulmões. Sentia o medo se formar na barriga ao mesmo tempo em que a confusão se gerava no cérebro, como gêmeos malditos de um pesadelo sem fim. Piscou os olhos várias vezes na esperança de que fosse só sua visão embaçada. Inútil. Suas mãos e braços tremiam compulsivamente. Tentou novamente se pôr de pé, mas as pernas não paravam no lugar.
Afastou-se arrastando tentando fugir do reflexo na poça. Encostada numa parede do beco, Ângela sentiu vontade de chorar, mas, incrivelmente, as lagrimas não desciam. Era como se ela não soubesse mais fazer nada. Não conseguia andar ou se colocar de pé, não conseguia parar de tremer, e o mais triste de tudo, não conseguia chorar. Era o poder! Só podia ser isso. Essa era a resposta pra toda aquela insanidade que a acometia.
Larissa havia dito que ela possuía pessoas. Era seu dom. Tentou se lembrar do que acontecera antes de apagar. Lembrou-se de Larissa saindo do beco. Lembrou-se da confusão em sua mente. E, finalmente, lembrou-se de Jairo. Lembrou dele sorrindo para ela e do quanto aquilo confortara seu coração. Ele a estendeu a mão, ela o tocou e tudo ficou escuro. Agora sabia o que havia acontecido. O dom fora despertado. Ela tomara posse do corpo de Jairo como os demônios e assombrações dos filmes de terror faziam. Ela queria sair. Queria acabar com aquilo e sua mente perdida formulava perguntas mais rápido do que conseguia responder qualquer uma delas. Como sair dali? Se havia mesmo possuído Jairo, o que teria acontecido com o rapaz? Se ela estava no corpo dele, onde estaria o dela? Como reverter o processo? E se não houvesse volta?
Ainda estava aturdida com tudo aquilo quando sentiu uma presença além da sua no beco. Virou a cabeça assustada e se deparou com Larissa encarando-a com uma sobrancelha levantada, como se tentasse entender tudo aquilo. Leia Mais
#Diferenciando 008: “Quem ama corrige, quem apenas corrige…”
por Abner Arrais
Você já se sentiu marginalizado em sua própria igreja por causa de um pensamento diferente? Suas palavras já foram distorcidas alguma vez, de forma que colocaram na sua vida pecados que não existiam, ideias que chegam a ser heresias de tão distorcidas? Fique sabendo que você não é o primeiro que passa por isso.
Durante toda a história da Igreja, vários homens foram marginalizados por terem ideias totalmente diferentes do “senso comum”. Podemos nos lembrar, por exemplo, da Inquisição que chegou ao ponto de matar todos aqueles que se levantavam contra o autoritarismo da Igreja e descobriam que a Bíblia falava muitas coisas diferentes do que a Igreja costumava praticar, eram mortos.
Jean Paul Sartre, o filósofo representante do existencialismo, era ateu. Mas recentemente descobri um trecho de um livro dele (As Palavras) que diz o seguinte:
“Eu precisei de Deus. Ele me foi dado, e eu o recebi sem compreender direito o que estava procurando. Então – porque meu coração não deixou que ele lançasse ali suas raízes, Deus terminou morrendo em mim… Hoje, quando o mencionam, eu digo – como se fosse um velho tentando reviver uma velha chama: ‘Há cinquenta anos atrás, se não houvesse um mal-entendido, se não houvesse certos equívocos, se não houvesse o acidente que terminou nos separando, nós dois teríamos um belo caso de amor’”. Leia Mais



























